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Você já ouviu falar no Setembro Amarelo e na relevância dessa campanha? Seu principal objetivo é conscientizar a população sobre a importância da prevenção ao suicídio. Mas, quando falamos no universo infantil, quais cuidados devem ser tomados?
O bullying, nome em inglês utilizado para descrever atos violentos realizados no ambiente escolar, tornou-se um assunto recorrente nos últimos anos. “Intimidação”, “assédio” e “ameaça” são algumas palavras que traduzem esse termo.
Embora o tema seja muito discutido atualmente, entender o que é o bullying e compreender quais são os sinais de que uma criança está sofrendo esse tipo de problema na escola ainda pode ser um grande desafio para pais e cuidadores.
Falaremos sobre o assunto neste artigo, que tem o objetivo de alertar as famílias sobre a relevância de se atentar aos detalhes para evitar problemas e traumas futuros – e essa prevenção deve ocorrer o ano todo, e não apenas durante o Setembro Amarelo.
Já na vida adulta, é muito comum que as pessoas tenham boas lembranças da escola, que deve ser um ambiente acolhedor e de muito aprendizado. Também é frequente, no entanto, que os momentos ruins tenham feito parte desse processo.
Antes de mais nada, vale compreender as práticas mais comuns de bullying nas escolas para que seja possível perceber os sinais e agir com o intuito de ajudar a criança que enfrenta esse processo.
Algumas práticas frequentes são:
O Setembro Amarelo busca incentivar a conscientização das pessoas sobre a prevenção do suicídio e o porquê do diálogo. É comum que o bullying desencadeie depressão e outros transtornos mentais.
Manter um relacionamento próximo com a escola e os educadores é um modo de compreender como anda a rotina e o dia a dia da criança no ambiente escolar. Normalmente, o aluno apresenta algumas mudanças de comportamento, muitas vezes identificadas pelos professores.
Alguns exemplos:
É relevante destacar que nem sempre essas mudanças de comportamento refletem em um caso de bullying. É necessário avaliar cada situação – e essa relação próxima entre escola, família e pediatra é o caminho para esse diagnóstico.
O caminho mais indicado para evitar e prevenir o bullying é o diálogo e o recrutamento de redes de proteção e apoio. A família pode escutar a criança ou o adolescente, deixar que ele se expresse de forma sincera, sem julgamentos. O acolhimento é um grande aliado para construir um relacionamento mais próximo em um momento difícil.
Durante essa conversa, é importante mostrar que conflitos podem e devem ser resolvidos de maneira não violenta. E isso também pode ser ressaltado no dia a dia: quando o uso da força é utilizado dentro de casa, ele também pode se tornar uma arma para o bullying e a violência no ambiente escolar.
Permitir que a criança se expresse, apoiar e acolher não é vitimizá-la, mas uma forma de se tornar uma escuta. A sociedade, suas violências culturais, o preconceito, a discriminação e outros temas importantes podem ser debatidos e fazem a diferença.
O diálogo não é apenas uma maneira de identificar se uma criança está sofrendo bullying, mas é um dos modos mais eficazes para evitar que ela se torne o agressor.
As agressões que ocorrem na prática do bullying podem deixar marcas psicológicas para toda a vida e suscitar gatilhos emocionais para o suicídio.
A campanha Setembro Amarelo é um jeito de conscientizar sobre a importância do diálogo e da prevenção ao suicídio. Atenção: esses cuidados, porém, devem ser tomados durante todo o ano.
Muito se engana quem acredita que as crianças só estão propensas a sofrer bullying no ambiente escolar. Nos dias de hoje, a internet está cada vez mais presente na vida delas e acaba se tornando uma arma para pessoas mal-intencionadas.
Os casos de assédio, intimidação ou ameaça praticados em um ambiente virtual são chamados de cyberbullying. Na internet, os agressores podem se multiplicar rapidamente e muitas vezes acreditam que estão no anonimato, sentindo-se ainda mais à vontade para iniciar a prática.
Assim como os casos ocorridos na escola, as ofensas também podem trazer repercussão negativa para a vítima, provocando sérias consequências e impactando a saúde física e mental dela. Nas escolas, é fundamental que sejam realizadas atividades de prevenção, que promovam a conscientização e o combate à discriminação.
A internet é um ambiente que deve ser utilizado com cautela, acima de tudo pelas crianças. Além do cyberbullying, existem diversos outros perigos escondidos pelas páginas da web e das redes sociais. Estabelecer um limite é muito importante para evitar problemas futuros.
Para a maioria das famílias, no entanto, é um grande desafio acompanhar de perto o que as crianças estão acessando na internet, por quanto tempo elas ficam online e com quais pessoas elas estão tendo contato através da rede.
Além disso, determinar o período do uso de telas é recomendado, mas nem sempre isso é possível. Cada família tem uma realidade, que precisa ser levada em consideração.
Pensando em ajudar os pais e cuidadores a lidar com essas questões da melhor forma possível, o Eludicar preparou um material especial em que fala sobre o limite do uso de telas e das redes sociais por crianças. Confira nossas dicas e entenda como elas podem fazer a diferença na rotina da sua família.
Acesse: Redes sociais, telas e crianças: como estabelecer um limite seguro
É fundamental que a prevenção ao suicídio ocorra durante todo o ano, mas o mês de setembro foi escolhido para que o assunto seja tratado de forma ainda mais clara a abrangente. Assim, foi instituída a campanha Setembro Amarelo.
Ela foi criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O principal propósito da campanha é prevenir e reduzir os altos números de suicídios registrados no Brasil.
De acordo com a ABP, quase 97% dos casos estão relacionados a transtornos mentais, e a depressão está em primeiro lugar.
Bullying e cyberbullying são violências que podem trazer consequências para a vida das crianças e dos adolescentes. Compreender os sinais e como percebê-los pode salvar vidas.
Saiba mais sobre a campanha Setembro Amarelo: clique aqui.
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