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A alergia alimentar em bebês e crianças pequenas é um assunto que tem ganhado cada vez mais atenção entre as famílias e nos consultórios pediátricos, e merece um olhar especial dos pais e cuidadores.
Afinal, as alergias podem causar desconforto e complicações sérias se não forem devidamente cuidadas.
Para te auxiliar, neste artigo, abordaremos os aspectos fundamentais da alergia alimentar na infância, os diferentes tipos de alergia, precauções a serem tomadas e outros cuidados, visando promover o bem-estar e a saúde dos pequenos.
O post foi revisado por nossa alergologista e imunologista pediátrica, Maíra Mastrocola (CRM 156.942 | RQE 887901). Boa leitura!
As alergias alimentares se tratam de uma reação do corpo da criança a proteínas presentes no alimento, devido a sensibilidades específicas do organismo.
Na medicina, elas são divididas entre dois mecanismos distintos, pois se apresentam de maneiras diferentes nos pacientes e devem ser tratadas também de forma diferenciada. São eles:
Veja quais são os principais alimentos causadores de alergia na infância:
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é o tipo mais importante quando se trata das alergias alimentares na infância, sobretudo nos primeiros meses e anos de vida.
É a alergia ao próprio leite de vaca ou a alimentos derivados, como queijos, iogurte, manteiga e outros. É interessante dizer que as reações alérgicas se dão à proteína do leite e não à lactose, como muitas pessoas pensam.
Esse tipo de alergia pode ser desafiador, já que muitos alimentos contam com laticínios e, mesmo durante a amamentação exclusiva, é possível que a mãe tenha que cortar da sua própria dieta a ingestão do leite.
A criança com APLV pode ter sintomas gastrointestinais, que refletem em um refluxo mais exacerbado, cólica, baixo ganho de peso, constipação e outros.
Quer saber mais sobre esse tipo de alergia alimentar em bebês? Leia o artigo especial do Eludicar sobre a APLV.
Seguida da APLV, a alergia a ovos é muito presente na infância e pode ter reações mediadas e não mediadas por IgE. Isso significa que pode se manifestar de forma imediata ou tardia. Os sinais podem ser gastrointestinais, respiratórios ou cutâneos.
Em relação aos ovos e ao leite, é interessante dizer que os pacientes alérgicos tendem a tolerar melhor esses alimentos com o passar dos anos. Ao redor dos 5 anos, é esperado que a alergia melhore. Alimentos processados (cozidos, por exemplo) costumam ser tolerados com mais facilidade.
Muitos outros alimentos podem ser alergênicos a crianças e bebês e é preciso se atentar a: amendoim, trigo, soja, peixes, crustáceos, nuts (castanhas) e algumas frutas, que são os mais comuns deles.
Diferentemente do ovo e do leite, a alergia a esses alimentos não tende a acabar com o passar dos anos. Dessa forma, é importante a atenção para a não ingestão e a leitura correta de rótulos.
Vale lembrar que, embora seja algo disseminado na cultura popular, alergias a corantes e aditivos são muito raras, já que muitas vezes essas substâncias nem contam com antígenos proteicos (que são os causadores da alergia alimentar na infância).
Existem alguns fatores que podem agravar o risco de desenvolvimento de alergias alimentares na infância:
Embora não seja possível evitar completamente as alergias alimentares, é possível reduzir os riscos tomando alguns cuidados.
1.Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses
É comprovado que a amamentação exclusiva até os 6 meses do bebê é um fator de proteção contra alergias em geral.
Em relação à alimentação da mãe, inicialmente, a recomendação é que não haja nenhuma restrição, já que são poucos os alimentos que passam pelo leite materno e podem causar alergias no bebê.
Portanto, não é preciso que a mãe exclua alimentos da sua dieta (exceto em casos comprovados de APLV). É importante, porém, que essa gestante ou nutriz se alimente bem, com uma dieta balanceada, que fará bem a ela e ao bebê.
2. Janela imunológica: Cuidados na Introdução Alimentar
Durante a introdução alimentar, é importante começar a oferta de alimentos alergênicos na chamada “janela imunológica”, já a partir dos 6 meses de vida e sinais de prontidão. Não é mais recomendado retardar a introdução de alimentos potencialmente alergênicos ao bebê, já que isso se mostrou inefetivo para proteção contra alergias.
É nessa fase que os riscos de reações são menores e a possibilidade de prevenção de alergias, maior.
Esses alimentos devem ser oferecidos de forma gradual, um por vez. Assim, os pais e cuidadores podem observar se há alguma reação alérgica, como urticária na pele, alterações respiratórias ou sintomas gastrointestinais. Também é importante manter uma oferta rotineira dos alimentos, de acordo com os hábitos alimentares da família.
Na dúvida, sempre consulte o seu pediatra ou um nutricionista materno infantil.
3.Cuidados no uso de fórmulas
Caso haja um contexto de risco para a criança atópica (presença de comorbidades, por exemplo), pode ser interessante conversar com o pediatra para avaliação de qual fórmula oferecer, se essa for a indicação para o aleitamento.
Bebês com APLV podem necessitar de fórmulas extensamente hidrolisadas ou até mesmo à base de aminoácidos.
4. Reatividade cruzada
A reatividade cruzada é quando alimentos de um mesmo grupo podem causar reações alérgicas na criança. Por isso, a orientação é eliminar esses alimentos, quando detectamos que a criança é alérgica a algum outro relacionado.
Para exemplificar, caso haja reatividade a castanha de caju, recomenda-se cortar as demais, como castanha-do-Pará, amêndoas e outras nuts. O mesmo fazemos com peixes e crustáceos.
Além disso, quando falamos sobre alergia alimentar em bebês, todo cuidado é pouco. Diversos produtos podem conter alimentos alergênicos em sua composição ou até traços, como leite, ovos, soja e trigo. Por isso, esteja sempre atento aos rótulos das embalagens. Nutricionistas podem ajudar bastante nessa leitura e compreensão dos ingredientes descritos nos produtos.
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O acompanhamento de crianças com alergias alimentares deve ser feito de perto, com profissionais especializados. No Eludicar Centro Materno-Infantil, em São Paulo, a avaliação dos pacientes e o manejo é feito de forma personalizada e humanizada.
Para realizar o diagnóstico da alergia alimentar em bebês, é preciso fazer o teste de provocação oral, além de exames específicos, que devem ser solicitados pelo pediatra ou alergologista pediátrico.
O tratamento deve ser orientado caso a caso e avaliado de maneira próxima, seja em caso de reações alérgicas emergenciais ou crônicas. Por entender a delicadeza da situação, nossos pediatras estão capacitados para oferecer o melhor suporte e orientação para pais e cuidadores.
A alergia alimentar em bebês pode representar um desafio para os pais, mas com o conhecimento adequado e o suporte de profissionais especializados, é possível gerenciar essa condição de forma eficaz.
Convidamos você a agendar uma consulta no Eludicar, com nossos pediatras especializados em cuidados humanizados. Estamos aqui para ajudá-lo a garantir a saúde e o bem-estar do seu bebê, oferecendo orientações personalizadas e suporte contínuo.
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